Como usar Mapas Mentais?

O que são Mapas Mentais?

É uma ferramenta de aprendizado e autoconhecimento — inventada por Tony Buzan — que faz uso de palavras-chave e imagens-chave que desencadeiam e estimulam o acesso a fatos, ideias e informações em geral.

Em que os Mapas Mentais podem ser utilizados?

Para quase qualquer propósito na vida: preparação para uma prova, elaboração de apresentações, geração de ideias, gerenciamento de projetos, resolução de conflitos e etc. Na verdade os mapas mentais são especialmente vantajosos quando os objetivos, conteúdos ou ideias ainda não estão muito claros em nossa cabeça, nos ajudando a identificar, organizar e armazenar as informações através de palavras e imagens-chave.

Quais as vantagens no uso de Mapas Mentais?

  • A criação e recriação dos mapas a partir do zero permite que os fatos essenciais possam ser vistos e testados com mais rapidez durante um processo de revisão de conteúdo.
  • Por ter um enfoque na criatividade e no apelo visual, é particularmente útil para pessoas com dificuldade de concentração ou dislexia.
  • Possibilita que os assuntos possam ser tratados com mais profundidade e abrangência numa única referência visual.
  • Permite a inclusão de ideias próprias, inclusive na adoção de cores, símbolos, figuras e setas, facilitando o aprendizado.
  • É possível utilizar programas — como o Mind Meister (link nas referências)— que criam e atualizam os mapas com rapidez e facilidade.
Exemplo de um Mapa Mental

Como funciona um Mapa Mental?

Costumamos imaginar que nosso cérebro pensa de forma linear, sempre partindo de um início até o fim, uma palavra por vez (como num dicionário). Mas na maior parte do tempo o cérebro opera de forma multidimensional e instantânea, processando as informações de maneira não linear, como quando interpretamos uma imagem, um vídeo ou uma lembrança. Ele parte de um conceito central e o expande com setas na medida em que agrupamos as ideias e as expandimos em mais detalhes.

A palavra-chave, ou mesmo uma frase-chave, é aquela que representa uma imagem ou conjunto de imagens específicas, visando acionar sua memória analítica.

A imagem-chave é aquela que resgata uma série de informações relacionadas de um modo multidimensional, visando acionar sua memória visual (o que pode incluir cores, símbolos, movimentos, cheiros e outros sentidos).

Embora seja interessante que o mapa mental seja visualmente atrativo, o fundamental não é a beleza do mapa ou da caligrafia, mas a certeza de que o que está no papel é um reflexo de como sua mente processa aquelas informações — de forma não-linear. Lembre-se se sempre utilizar as setas a partir da ideia central, para não deixar nada descontextualizado no direcionamento do fluxo de informações — assim como seguimos links na internet. Conhecimento isolado é mais facilmente esquecido.

Passo-a-passo para a criação de Mapas Mentais:

I. Comece pelo centro

  • Posicione o papel — de preferência sem pautas — no plano horizontal, ou seja, orientação de retrato.
  • Concentre-se no seu objetivo principal, definindo-o com clareza. Preferencialmente parta de uma imagem no centro da folha.
  • Partindo de um ponto central a ideia fica definida com mais nitidez, sendo reconhecida pelo cérebro de forma imediata.
  • Caminhe do centro para as extremidades, irradiando informação, como o tronco de uma árvore, seus galhos e folhas.
  • A ideia central, por sua vez, deve ser quebrada em partes menores — pensamentos principais, pensamentos associados, pensamentos secundários e assim por diante.
  • Através das setas, as ligações entre os conceitos-chave serão identificadas claramente, além de estimular a associação de ideias e sentidos.
  • As linhas que interligam o ponto central com os demais devem ser — preferencialmente — curvas, por serem mais atrativas aos olhos e, portanto, ao cérebro.
  • Idealmente as linhas serão mais grossas na medida em que forem mais próximas do ponto central, e irão se afinando com a distância.

II. Use cores diferentes.

  • Tente usar pelo menos três cores (azul, preta e vermelha) para agrupar ideias/conceitos/fatos.
  • Contudo você também pode elaborar mapas mentais apenas com um lápis ou caneta.

III. Use letras grandes

  • Lembre-se que é uma técnica visual, estar facilmente visível e destacado é muito importante.
  • Isso também forçará você a usar palavras que resumam textos excessivamente longos.

IV. Abrevie

  • Na medida do possível tente não usar mais do que uma palavra-chave por linha.
  • Mais valorizado não é quem está com mais informações, mas quem está com as informações necessárias.

V. Desenhe

  • Nosso cérebro prefere imagens à palavras.
  • Tente deixar os desenhos para o final.
  • Expresse suas ideias com desenhos simples, não precisa ser algo muito elaborado.

O que evitar na elaboração de um Mapa Mental?

  • O uso de frases no lugar de palavras-chave.
  • Preocupação excessiva por estar criando um mapa mental “bagunçado”.
  • Ideias isoladas, dissociadas umas das outras.
  • Folhas pautadas, pois inibem a clareza do pensamento criativo.

E mais! Os Mapas Mentais podem ser também usados para a resolução de problemas

Os mapas também podem ser usados para explorar opiniões de outras pessoas de modo a solucionar conflitos e dificuldades, permitindo a comparação de pontos de vista de todos os envolvidos. É possível elaborar mapas mentais com enfoque nos pontos positivos, os problemas em si, e as possíveis soluções, num processo criativo colaborativo — onde todos os argumentos são ouvidos — no clima mais favorável possível.

Os benefícios gerais desse processo — segundo Tony Buzan, incluem:

  • Uma troca justa de ideias.
  • Uma visão equilibrada da situação como um todo — incluindo soluções.
  • Honestidade e respeito entre os participantes.
  • A análise de todo tipo de problema.
  • A utilidade dos Mapas Mentais como registros da discussão.
  • A conquista de um melhor entendimento.

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